Norma Bruno

De Humanas, Demasiado de Humanas

Tag: Ilha de Santa Catarina (Página 1 de 15)

Que Frio É Esse, O Que É??

A moça no interfone diz que a senhora Leninha pede autorização para subir.  Esqueci de avisar que tem vizinho fazendo mudança, o que significa elevador preso em outro andar. Minutos depois chega ela.  Encarangada, abro a porta já reclamando.

–  Ô, rapariga! Que frio é esse, o que é?? 

-Ô, estimada! Tá tão frio que o elevador tá até de capinha!

Com uma manicure dessa a gente fica com as unhas feitas e a pele boa. De tanto rir.

Ser Ilhéu É Ser Embarcadiço

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Como relatar exatamente o que se passa na alma instigada pelos efeitos da insularidade? (…) Ao ilhéu o mar nunca passa indiferente, uma vez que lhe limita os horizontes, dá-lhe o sustento e alimenta a suas fantasias”.  Ser ilhéu é ser “embarcadiço“.

Salvi, Rejane.  Panorama Açoriano. Instituto  Cultural de Ponta Delgada. 1990.

Foto: Canoa Bordada. Fátima Barreto

A Alma do Ilhéu

A alma do ilhéu não cabe em palavras. 

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Foto: Carlos Amorim

Urbanoglifos, Misteriosos Sinais

Misteriosos sinais aparecem esculpidos nas calçadas da Cidade…

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As Sagradas Escrituras

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O Amor, quando calha ser recíproco, desenha no real aquilo que as Sagradas Escrituras definem como Paraíso. E as Profanas também.

“O Domini Mea, Serva-Me, Defemde-me!”

Afresco: Teto da Igreja Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão da Ilha

Registro: Alceu Ramos Conceição

Vento que Venteja Diferente

Céu azul, sol ameno. Vento intenso, permanente.

Vento que venteja diferente. Vento de Primavera.

Eu nomeei esse Vento. Dei-lhe nome e sobrenome:

Vento de Soltar Pandorga, eu o chamo.

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Foto: Carlos Amorim

O Amor no Revestrés

Começou como “Felizes para Sempre”. Terminou como “Era Uma Vez”.

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Foto: Graffiti. Um muro, pelaqui, nas cercanias do Mundo.

A Poesia Nossa de Cada Dia Nos Dai Hoje

 

Fado dos Barcos

Pierre Aderne

A tarde a cair Os barcos a passar
E as velas desses barcos
Iluminam as noites deste mar
Há barcos que navegam
E se encantam noutro mar
Há barcos que balançam com saudade, saudade de voltar

Eu ouço o canto do mar
De lá que vem, do barco de alguém
Do mar de quem procura também como eu
Uma ilha e seu mar

Eu canto pros meus barcos com o mar no coração
Os barcos a sumir os acomodo na minha mão
Se um dia um desses barcos ancorar na minha aldeia
O convido a navegar
Pelos mares, os mares das minhas veias

 

Eu Vejo Poesia!

Meu amigo escreveu em seu perfil do Facebook:

Eu vejo poesia nos pequenos detalhes de minha cidade!

Eu disse: Padeço dessa mesma doença do zóio. Me disseram que não tem cura.

Ele respondeu: Ainda bem!

Respondi: Também fiquei aliviada!

Foto Roney PrazererPoesia para os momentos tediosos, Poesia para os momentos felizes, Poesia para os momentos sombrios: Poesia, o verdadeiro e único remédio CuraTudo.

Foto: Roney Prazeres

(detentor do olhar acometido de Poesia que deflagrou o presente diálogo).

Casario: sede da rede Laboratório Médico Santa Luzia, localizado na Rua Almirante Alvim. Uma prova de que Florianópolis pode crescer preservando o seu rico patrimônio.

 

Liberdade de Expressão: O Direito de Pichar a Fachada da Própria Casa

Blog Placa Rancho de amor à Ilha

Seja qual for o conteúdo do teu protesto – seja de direita ou de esquerda -, PICHA A FACHADA DA TUA CASA, meu bem. A casa é tua, tu pagas o financiamento e o IPTU. Tens todo o direito.  Então, aproveita. Libera a tua raiva, a revolta, e também a criatividade. Sugestão: usa tinta bem forte e letras garrafais. Manda ver!! Se alguém reclamar, tasca-lhe o respectivo artigo da Constituição Federal, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, evoca o teu sagrado direito à liberdade de expressão e bate a porta na cara do ignaro.  É o teu quintal  e ali és o Rei/a Rainha. Mas, tirando o teu cercadinho, meu amigo, minha amiga, os demais espaços ou são de outro alguém ou são públicos, portanto, não te pertencem. A casa é tua, mas as placas de trânsito e as de conteúdo cultural, o asfalto nas ruas, os monumentos históricos, os costões nas praias, as tradições religiosas e culturais (os Tapetes de Corpus Christi, por exemplo), são espaços públicos, devem ser preservados e respeitados como tal. Por tempos menos tenebrosos!

. Tapete de Corpus Christi Pichação

Sim. Isso aconteceu ontem durante a Procissão de Corpus Christi, uma tradição religiosa, mas também cultural, em Florianópolis. A foto é do Emílio Cerri, capturada do seu perfil no Facebook. Gerou muita indignação, mas também teve quem defendesse a ação. Teve até quem “adorasse”.

 

*O Rancho de Amor à Ilha foi composto por Claúdio Alvim Barbosa, o Poeta Zininho. Escolhido em concurso promovido pela Prefeitura Municipal em 1965 e oficializado como Hino  da Cidade de Florianópolis em 1968, há décadas seus versos  conferem ainda mais beleza e encantamento às curvas do Morro da Lagoa da Conceição.

*Foto da Placa: Luiz Meira capturado no perfil de Claúdia Barbosa, filha do Poeta.

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